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Destination Unknown: viver depois de sobreviver ao Holocausto

Destination Unknown

Destination Unknown: viver depois de sobreviver ao Holocausto

 

É triste que ainda hoje, ao olharmos para os livros de história, uma das maiores calamidades da História da Humanidade continue a estar entregue à responsabilidade do ser humano: estou a falar do Holocausto. O termo ficou cravado na nossa mente como um sinónimo de terror e morte, uma vez que representa as milhares de vidas que pereceram nos campos de concentração da Alemanha Nazi.

Nas décadas que se sucederam à II Guerra Mundial, as repercussões do terror fizeram-se sentir nas artes e no cinema, como seria de esperar. Obras que interligam ficção e não ficção procuram retratar esta época e manter viva na mente do Homem o erro que cometeu para que não se repita, mas esperando também relembrar as vidas daqueles que as perderam de forma tão injusta.

É assim que em pleno ano de 2017 continuam a chegar filmes sobre esta temática. O documentário Destination Unknown, que estreou nos cinemas britânicos no final de junho, examina os desafios enfrentados pelos sobreviventes do Holocausto para refazer suas vidas depois de suportarem os horrores da Segunda Guerra Mundial e os campos de concentração nazistas. Alguma vez se perguntou o que foi feito daquelas pessoas que tiveram a sorte de escapar? Como regressaram à normalidade? Como aceitaram de novo a liberdade?

Destination Unknown: é possível voltar à normalidade depois do terror?

Destination Unknown foi feito ao longo de 14 anos e mistura imagens de arquivo com filmagens contemporâneas de sobreviventes da tragédia, em alguns casos acompanhando-os ao retornarem aos campos onde estiveram aprisionados. “O que me pareceu único é: como você vive com a dor? Como tem uma vida após tal atrocidade?”, disse a realizadora Claire Ferguson a respeito do filme, em declarações à imprensa.

O documentário Destination Unknown conta as histórias de judeus que sobreviveram aos campos de concentração, de homens que lutaram no movimento de resistência judeu e de outros que permaneceram vivos, fechados em esconderijos.

 

No total, estima-se que cerca de 6 milhões de judeus morreram nas mãos dos nazis e dos seus aliados durante o Holocausto, e muitos foram enviados para campos de extermínio depois de terem os seus bens apreendidos. As suas vidas foram radicalmente mudadas por preconceitos que integraram ideologias políticas.

Edward Mosberg, um sobrevivente do campo de concentração de Mauthausen que ainda usa uma pulseira com o seu número de identificação, disse ter participado no filme para que as gerações mais jovens não se esqueçam do que aconteceu. “Não esquecer, essa é a coisa toda… a próxima geração ainda terá de se lembrar”, disse.

O filme estreou no Reino Unido a 16 de junho. As datas dos lançamentos internacionais ainda não foram confirmadas, mas espera-se que o filme chegue a Portugal e ao Brasil nos próximos meses.

 

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