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10 filmes estranhos que não conseguimos parar de ver

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10 filmes estranhos que não conseguimos parar de ver

Se olharmos no dicionário, a palavra ‘esquisito’ é rapidamente explicada com ‘muito estranho’ ou até mesmo algo mais extremo, como bizarro. Podíamos continuar por aí fora e enumerar uma série de outras palavras, como surreal, peculiar, excêntrico, fora do anormal, maluco, entre outros. Mas quando juntamos na mesma frase as palavras cinema e estranho, o que nos ocorre?

Não é difícil responder: algo que nos fere visualmente, que nos deixa de boca aberta e a perguntar ‘O que raio foi isto que acabei de ver?’. Não falamos daquele tipo de esquisito que encontramos, por vezes, em cenas violentas de grandes filmes de Hollywood. Em vez disso falamos de produções de filmes que chegam a atingir o ridículo e se tornam tão estranhos que nos obrigam a rir.

Assim, esperamos com esta lista trazer à sua atenção alguns destes filmes que são estranhos e que, dentro do próprio estranho, caem nas categorias do mais desconhecido’ e do ‘verdadeiramente estúpido’.

10 filmes estranhos que não conseguimos parar de ver

1 – Father’s Day (2012)

fathers day

Ahab (Adam Brooks) é um homem cheio de ódio, cujo objetivo de vida é obter vingança ao matar o responsável pelo assassinato do pai. Durante a demanda, trava amizade com personagens de personalidade caricata, como por exemplo um padre ansioso e um traficante de droga a quem a tampa salta facilmente. Juntos assumem o mesmo compromisso: acabar com Chris Fuchman, também conhecido como The Father’s Day Killer (O Assassino do Dia do Pai).

O filme é da responsabilidade da Troma Films, uma produtora independente conhecida por obras do mesmo género, como Toxic Avenger, Surf Nazis Must Die e Killer Condom. Com características (muito!) peculiares, Father’s Day subverte toda e qualquer noção de normalidade. Um filme que não agrada a todos os tipos de humor, mas que seguramente merece o lugar entre os mais estranhos de sempre.

2 – The FP (2011)

fp

O filme The FP foca-se em dois gangues rivais que lutam pelo controlo do Frazier Park. Tudo isto situa-se num futuro muito remoto e distópico, onde a reputação na rua só é ganha quando derrotas os teus rivais, mesmo que de tal confronto resulte a morte. Mas para derrotar os teus rivais não basta arregaçar as mangas e lutar. As regras são claras: tens de jogar um jogo chamado Beat Beat Revelation. Sabem aqueles jogos de dança, em que têm de pisar os quadrados luminosos quando acendem e recriar a sequência de dança? É isso que os gangues têm de fazer no filme The FP.

Como se isto já não fosse estranho, as personagens têm nomes como JTRO, BTRO, KCDC e L Dubba E. e, apesar da maior parte ser de etnia branca ou asiática, a forma como falam associa-se muito à dos gangsters afro-americanos. A forma como o elenco interpreta os papéis merece aplausos, mas o filme continua a ser estranho e a fazer pouco sentido.

3 – House (1977)

house

House (ou Hausu, na versão original) é uma mistura estranha mas eficaz entre comédia, fantasia e terror. O filme conta a história de sete jovens raparigas que decidem instalar-se numa casa assombrada com vida própria e cujo objetivo é comê-las da forma mais estranha possível. O filme faz parte da cultura pop japonesa e o mais curioso é que é uma resposta ao sucesso de Hollywood, de 1975, O Tubarão.

Apesar do enredo fora do normal, o filme foi considerado um passo importante para o cinema do país. Além disso, este foi o primeiro trabalho de Nobuhiko Obayashi, cineasta que se viria a afirmar pelo experimentalismo das suas obras. Dos ingredientes para o sucesso de House faz parte um elenco jovem de nomes muito populares no cinema. Se resolver assistir ao filme, fique à espera de ver um piano devorador de raparigas ou um gato assassino.

4 – Bad Boy Bubby (1993)

bad boy bubby

Este é, de facto, um filme muito estranho. E se a sua mãe o fechasse num quarto muito pequeno, durante 30 anos, sem lhe dar oportunidade para conhecer o mundo fora daquelas 4 paredes? E se um dia conseguisse fugir e explorar o mundo? É isso mesmo que acontece à peculiar personagem de Bad Boy Bubby. Este homem-criança lança-se numa aventura pela cidade, permitindo-nos observar, a partir de um filme em tom de comédia, ao que aconteceria a alguém que fosse privado da civilização, mesmo estando tão perto.

Bubby, que só consegue comunicar através de gestos e memorizando o que os outros fazem, foge para o mundo exterior e descobre o que é sexo e pizza. Eventualmente dá por si mesmo a tornar-se um artista de rock and roll, um serial killer e a perceber se há espaço para si naquele mundo que é muito maior que o quarto onde cresceu.

5 – God Told Me To (1976)

god told me to

A premissa deste filme é muito simples: um detetive, na cidade de Nova Iorque, tenta investigar um terrível caso. Após vários assassinatos, e a captura dos responsáveis por tais crimes, as respostas que consegue arrancar têm algo em comum. Todos respondem: God Told Me To (Foi Deus quem ordenou). Mesmo depois de 40 anos desde o seu lançamento, este clássico do cinema continua bem enraizado na mente de quem o viu.

Embora seja tecnicamente dos filmes de ‘quem cometeu o crime?’, o detetive tenta, ao longo do filme, perceber como é que os vários assassinatos se relacionam entre si para além daquelas respostas misteriosas. As suas descobertas levam-no através de um universo que envolve controlo da mente, extraterrestres, inseminação artificial e um encontro com uma personagem semelhante a um Jesus hermafrodita e que lança o debate: se um super-humano extraterrestre fosse criado e vivesse entre homens mortais, não seria então como um Deus, ou pelo menos um profeta?

6 – Ninja III: The Domination (1984)

ninja iii

A ideia por detrás de Ninja III: The Domination é bastante simples: um ninja já morto decide possuir o corpo de uma jovem professora de aeróbica e usá-la para obter vingança do homem que o matou. Por muito mau que pareça, a verdade é que o filme fidelizou vários fãs e surpreendeu pelas técnicas cinematográficas bastante avançadas para a época. Para a história fica uma cena de abertura icónica que mostra um ninja a assassinar um número infindável de homens numa série de movimentos acrobáticos e simultaneamente hilariantes.

A diversão não para por aqui. Ao longo de Ninja III: The Domination deparámo-nos com uma série de outras lutas espantosas e até mesmo uma tentativa de exorcismo (uma combinação peculiar). A loucura presente no filme é o resultado do trabalho conjunto do realizador, Sam Firstenberg, e do guionista, James R. Silke. Os papéis principais foram entregues a Shô Kosugi e a Lucinda Dickey.

7 – Possession (1981)

possession

Este é provavelmente o filme mais estranho desta lista e só não se posiciona em número 1 porque não faz sentido nenhum. Mesmo contando com um elenco de luxo, Isabelle Adjani e Sam Neill, o filme continua a fazer pouco sentido. A história debruça-se sobre as complicações conjugais de um casal, Mark e Anna. Após Anna demonstrar as suas intenções em terminar com o casamento, sucedem-se uma série de acontecimentos estranhos – mesmo muito, muito estranhos – que sugerem adultério mas que correspondem, na verdade, a algo muito pior.

Situado em Berlin, o filme Possession retrata bem a divisão da cidade pelo emblemático Muro. Mas, fora isso, tudo o resto sai fora do normal. Numa questão de segundos, as personagens perdem toda a calma e ficam completamente histéricas, gritam sem sentido e a própria Anna, que tem dois amantes, parece não perceber o que se passa e que homem ama mais: o homem que é alternadamente macho ou efemininado, a criatura com tentáculos que se parece com um polvo ou o próprio marido.

8 – Attenberg (2010)

attenberg

Em Attenberg, a atriz grega Ariane Labed é Marina, uma jovem de 23 anos que se sente aborrecida por trabalhar numa fábrica. O filme abre com uma cena que, apesar de à primeira vista o parecer, tem pouco de erótico. Tudo começa com Bella (Evangelia Randou) a ensinar a protagonista como se dá um beijo à francesa. Este é só o começo de um filme repleto de comportamentos desinibidos e recheado de conversas tão fora da caixa que se tornam hilariantes.

O filme Attenberg é realizado por Athina Rachel Tsangari, co-produtora de sucessos como Antes da Meia Noite. Attenberg faz parte de uma nova corrente que os críticos chamam de Greek Weird Wave (Estranha Onda Grega) que ganhou notoriedade a partir da nomeação de Dogtooth (Canino) de Yorgos Lanthimos para a categoria de melhor filme estrangeiro dos Óscar de 2011. Especialistas disseram que ver Attenberg é como ver um documentário sobre natureza, mas onde o Homem é o animal em destaque.

9 – Freeway II: Confessions of a Trickbaby (1999)

freeway

Em 1999, Reese Witherspoon e Matthew Bright juntaram-se no ecrã para fazer Freeway, um filme que foi por si só um sucesso, contando o clássico conto infantil Capuchinho Vermelho numa versão mais ousada e adulta, que envolve carros a alto velocidade, uma capuchinho delinquente e onde o lobo mau é na verdade um serial killer pedófilo. A sequela, no entanto, não foi tão aplaudida como o original e acabou por se tornar num dos filmes mais estranhos de sempre.

Em Freeway II, é recontada a história de Hansel e Gretel, os dois irmãos que se perdem numa floresta e descobrem a casa de doces habitada por uma bruxa canibal. Porém, nesta versão, a personagem principal é Crystal, uma prostituta, menor de idade, bulímica e que se vê encarcerada num estabelecimento de correção para jovens raparigas. É aí que mete Cyclona, uma serial killer psicótica que matou a sua família e que convence Crystal a fugir. Juntas, partem estrada fora deixando para trás um rastro de cadáveres em vez das migalhas de pão do conto tradicional.

10 – Enthiran (2010)

enthiran

Se costuma estar atento aos vídeos mais engraçados da Internet, talvez já tenha ouvido falar do Indian Thriller ou do também conhecido Crazy Indian Dance. Pense no estilo usado nestes vídeos e junte-lhe de uma dose de cenas de ação e umas quantas gargalhadas extra. O resultado é um filme animado, que conta a paixão entre um android e a sua criadora, uma jovem e bela cientista.

Conhecido como O Rei da Insanidade, B. Rajnikanth é o personagem principal do filme Enthiran, cuja realização ficou a cargo do indiano S. Shankar. Além da história de amor, há também Chitti, um robot maligno que consegue falar a linguagem dos mosquitos, habilidade que ganhou por conseguir ter acesso a todos os livros. É também ele o responsável pela criação um exército de robots que conseguem formar um robot gigante ao estilo dos zords dos Power Rangers.

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