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Jeanne Moreau, uma carreira de 7 décadas no Cinema

Jeanne Moreau, uma carreira de 7 décadas no Cinema

Jeanne Moreau faleceu no dia 31 de Julho de 2017 em Paris, depois de uma longa carreira em que filmou com realizadores de renome, tais como: Louis Malle, François Truffaut, Wim Wenders, Orson Welles, Michelangelo Antonioni e Manoel de Oliveira.

O Presidente da República francesa, Emmanuel Macron disse, a propósito da sua morte: “Com ela desaparece uma artista que encarnava o cinema na sua complexidade, na sua memória, na sua exigência”, e enviou condolências não só “à sua família” mas também “ao mundo do cinema, do teatro e da televisão”.

Desaparece assim uma figura central na história do cinema europeu, desde a Nouvelle Vague até há muito pouco tempo.

Jeanne Moreau, de Paris para o mundo

Nascida em Paris, França, em 1928, Jeanne Moreau ficou conhecida pelo seu trabalho como atriz e cantora, mas foi também realizadora, tendo escrito e realizado duas longas-metragens de ficção e um documentário nas décadas de 1970 e 1980.

Jeanne Moreau contava com uma sólida experiência teatral, incluindo uma passagem pela Comédie Française nos final dos anos 1940, tendo sido a mais jovem intérprete do elenco de reportório. No seu trabalho Jeanne Moreau era uma atriz “real”, de uma versatilidade invulgar, capaz de exprimir tanto as subtilezas românticas bem como as trágicas.

Trabalhou sob a direção de mestres como Michelangelo Antonioni, François Truffaut, Jacques Demy, Luis Buñuel, Elia Kazan, Wim Wenders ou Rainer Werner Fassbinder. E, muito embora o seu estatuto, Jeanne Moreau arriscou-se a colaborar com cineastas malditos, tais como Orson Welles ou Joseph Losey.

Entre as muitas distinções que recebeu inclui-se um BAFTA de melhor atriz estrangeira por VIVA MARIA! (1965), de Louis Malle. Do Festival de Cannes arrecadou duas distinções. Em 1960, ganhou o prémio de melhor atriz, graças à sua interpretação em MODERATO CANTABILE, de Peter Brook, baseado no romance de Marguerite Duras. E foi homenageada com o prémio de carreira em 2003. Recebeu um César, o prémio maior do cinema francês, por LA VIEILLE QUI MARCHAIT DANS LA MER (1991), de Laurent Heynemann. E foi-lhe ainda atribuído um César honorário, em 2008, quando completou 60 anos de carreira.

Presidiu o Júri no Festival de Cannes duas vezes, em 1975 e 1995, tendo as Palmas de Ouro sido entregues, respetivamente, a CHRONIQUE DES ANNÉES DE BRAISE, de Mohammed Lakhdar-Hamina, e UNDERGROUND, de Emir Kusturica.

Mais recentemente Jeanne Moreau integrou o elenco de O GEBO E A SOMBRA (2012), derradeira longa-metragem de Manoel de Oliveira e, por fim, LE TALENT DE MES AMIS (2015).

 

Os filmes de Jeanne Moreau que não pode perder

O mundo do cinema está de luto e não podíamos deixar de prestar a nossa homenagem a este enorme nome do Cinema que deixa uma grande marca na cultura europeia.

E qual a melhor homenagem a uma atriz do que (re)ver os filmes que protagonizou? Como Jeanne Moreau tem 145 créditos de participações em filmes como atriz reunimos uma lista com alguns dos seus trabalhos mais reconhecidos:

ASCENSEUR POUR L’ÉCHAFAUD (1958), de Louis Malle

LES AMANTS (1958), de Louis Malle

MODERATO CANTABILE (1960), de Peter Brook

LA NOTTE (1961), de Michelangelo Antonioni

JULES ET JIM (1962), de François Truffaut

LA BAIE DES ANGES (1963), de Jacques Demy

LE JOURNAL D’UNE FEMME DE CHAMBRE (1964), de Luis Buñuel

VIVA MARIA! (1965), de Louis Malle

MADEMOISELLE (1966), de Tony Richardson

LA MARIÉE ÉTAIT EN NOIR (1968), de François Truffaut

LA VIEILLE QUI MARCHAIT DANS LA MER (1991), de Laurent Heynemann

 

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