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Óscares Brasil: Que filmes brasileiros conseguiram levar Óscares para casa?

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Óscares Brasil: Que filmes brasileiros conseguiram levar Óscares para casa?

 

Como bem sabemos, o Mundo do Cinema é marcado todos os anos por uma grande festa que tem sempre lugar no final de fevereiro. Nas semanas que se antecedem, corremos sempre para as salas de cinema para ver os grandes títulos que estão nomeados, discutimos com os nossos amigos entre baldes de pipocas e fazemos as nossas apostas sobre quem vai levar para casa a estatueta de melhor filme.

Estou a falar, naturalmente, dos Óscares. Considerado como um dos prémios mais importantes da atualidade cinematográfica, os Óscares distinguem aquilo que de melhor se faz no mundo da sétima arte. Entregues pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles, as estatuetas (e todo o universo que as envolve) geram um verdadeiro frenesim mediático.

Porém, dado o seu alcance global, os Óscares não se restringem a produções cinematográficas norte-americanas. De ano para ano temos assistido a uma maior inclusão de filmes e artistas de diferentes nacionalidades, que cada vez mais se começam a igualar aos grandes trabalhos realizados em Hollywood.

O Brasil, mesmo estando tão perto dos Estados Unidos, nunca conseguiu entrar na cerimónia inserindo-se diretamente numa das grandes categorias. Ainda assim, o cinema brasileiro já alcançou uma estatueta dourada em 1960, quando o filme Orfeu do Carnaval ganhou como melhor filme estrangeiro.

Ainda assim, esta não foi uma vitória 100% brasileiro, já que o filme estava inscrito na Academia como sendo uma produção francesa, dada a nacionalidade do realizador Marcel Camus. Além do mais, o filme contou ainda com coprodução italiana. Não obstante, Orfeu do Carnaval é totalmente falado em português e foi baseado numa peça de Vinicius de Moraes (inspirada na mitologia grega) e com banda sonora assinada também pelo artista brasileiro. O enredo é por si só inovador e tipicamente brasileiro, contando-nos a história adaptada de Orfeu e Eurídice, que vivem desta vez numa favela do Rio de Janeiro, em pleno carnaval carioca.

Entretanto, o cinema brasileiro já teve outras hipóteses para receber Óscares que viu perder nas cerimónias. A longa metragem O Pagador de Promessa, distinguido com a Palma de Ouro em Cannes em 1962, perdeu o Óscar para o filme Sempre aos Domingos em 1962. Uma derrota que, caso tivesse resultado em vitória, teria colocado os olhos do mundo no cinema brasileiro.

 

Nos anos 90, o cinema brasileiro recebeu ainda três nomeações, naquele que é conhecido como o movimento de Retomada do Cinema Nacional, com os filmes O Quatrilho (1995), O Que É Isso, Companheiro? (1997) e Central do Brasil (1998).

Nas categorias principais, houve alguns momentos de destaque para artistas brasileiros, mesmos que escassos sem vitórias. Hector Babenco, argentino naturalizado brasileiro, disputou o Óscar pelo filme O Beijo da Mulher-Aranha (1985) mas regressou a casa sem a estatueta.

Entretanto, o filme Central do Brasil destacou-se bastante em 1998, ao ponto de valer uma nomeação à atriz Fernanda Montenegro na categoria principal de Melhor Atriz. Infelizmente, as previsões para esse não eram favoráveis para a atriz brasileira e na noite da cerimónia a derrota foi confirmada quando o prémio acabou por cair nas mãos de Gwyneth Paltrow pelo filme Shakespeare in Love.

O filme Cidade de Deus (2002) – considerado uma das longas-metragens mais importantes do cinema brasileiro – não viu o seu valor reconhecido nos Óscares. Apesar de ter concorrido na categoria de realização (Fernando Meirelles), fotografia (César Charlone), roteiro adaptado (Braúlio Mantovani) e edição (Daniel Rezende) também regressou a casa de mãos a abanar, contando apenas no currículo com as quatro nomeações históricas.

Entretanto, inúmeros trabalhos com produção brasileira têm sido submetidos com diferentes nacionalidades. É o caso, por exemplo, da realizadora Tetê Vasconcellos que, em 1982, concorreu como melhor documentário com o filme El Salvador: Another Vietnam, mas inscrevendo-o como norte-americano. O mesmo se sucedeu em 2011, com o filme Lixo Extraordinário (uma produção anglo-brasileira), e em 2015, com O Sal da Terra (uma parceria França-Brasil-Itália).

 

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