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Pamela Anderson: sex symbol, ativista e para sempre um ícone da televisão

Pamela Anderson: sex symbol, ativista e para sempre um ícone da televisão

 

Pamela Anderson é e para sempre será um sex symbol da história da televisão. No entanto, ainda que o público se lembre da atriz pelas suas corridas vestindo um fato de banho vermelho e a correr em câmara lenta pelas praias de Malibu, na série Marés Vivas, Pamela Anderson, que celebrou 50 anos em 2017, deixou parcialmente de lado a sua imagem de “sex symbol” para se focar em seus esforços no ativismo e na defesa dos animais.

A atriz e modelo canadiana foi um dos mitos eróticos mais explosivos dos anos 90, tornando-se mesmo na mulher com mais capas de revista Playboy. Contudo, nos últimos tempos, tem surgido na imprensa como um símbolo diferente: tem prestado o seu apoio a organizações de defesa dos animais, promovido a sua opção pelo veganismo e alimentado os rumores do seu suposto romance com Julian Assange.

“Sou uma ativista ‘sexy’ em tempo integral. Ultimamente descreveram-me até como uma ‘bizarra poeta política’ e tomo isso como um elogio”, disse Pamela durante um discurso em maio, em Paris, ao receber um prémio pelo seu trabalho filantrópico. “Nunca quis ser uma atriz. Isso foi sorte. Queria fazer o que estou a fazer agora”, acrescentou.

Quem é Pamela Anderson e de onde vem?

Nascida no dia 1 de julho de 1967 em Ladysmith (Canadá), Pamela Anderson surpreendeu o mundo em 2014 ao revelar ter sofrido uma infância conturbada, marcada por abusos sexuais. No entanto, a dor de tais memórias não a demoveu de trabalhar para conseguir concretizar os sonhos que tinha em vista.

No entanto, como emergiu a carreira de Pamela Anderson? Esta é uma história curiosa e surpreendente, que prova que, por vezes, estar no local certo, no momento certo, pode realmente mudar a nossa vida. A carreira profissional de Pamela Anderson começou depois de uma empresa de cervejas a descobrir como espectadora numa partida de futebol americano e a contratar para um anúncio.

Desse momento em diante, o sucesso de Pamela Anderson foi tal que parecia que as portas do mundo do espetáculo pareciam abrir-se para ela. A atriz muda-se então para Los Angeles para procurar uma grande oportunidade que chegou, mais tarde, em forma de praias paradisíacas vigiadas por bravos e sedutores salva-vidas.

Menosprezada pela crítica, mas com um grande respaldo do público, Marés Vivas foi um fenómeno da televisão dos anos 90 e converteu Pamela e David Hasselhoff em estrelas graças a um enredo que misturava aventuras, ação, enredos de telenovela e corpos esculturais. Promovida através de Marés Vivas e das capas de revistas que fez, a atriz chegou assim ao cinema com o filme “Bela e Perigosa” (1996), que teve um resultado inferior ao esperado mas que ainda assim continuou a promover a artista.

 

Para o bem ou para o mal, a sua trajetória sempre esteve unida a Marés Vivas e por isso não poderia ficar de fora do filme Baywatch, que estreou no verão de 2017 e é protagonizado por Dwayne “The Rock” Johnson e Zac Efron. Mesmo que a sua atuação seja curta no filme, foi suficiente para o marcar.

Mas onde Pamela Anderson de fato deixou uma marca muito mais duradoura foi no mundo do ativismo, através do seu apoio a organizações como Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (PETA) ou com a sua própria fundação The Pamela Anderson Foundation (PAF). A proteção dos animais, o veganismo, a luta contra o desflorestamento e contra a caça são algumas das causas nas quais Pamela Anderson se envolveu.

Sempre com a sombra dos paparazzi atrás de si, a vida de Pamela Anderson passou por muitos altos e baixos de todos os tipos. A sua vida pessoal é marcada primeiro pelo casamento com Tommy Lee, baterista do Mötley Crue e com quem protagonizou um dos primeiros escândalos da história ao cair na Internet um vídeo sexual de ambos. Entretanto, Pamela teve ainda dois filhos com Lee, antes de se divorciar do músico, que foi condenado a seis meses de prisão por maltratos e violência doméstica.

A atriz casou-se ainda uma segunda vez com Kid Rock e, anos mais tarde, um terceiro casamento levou-a ao altar, onde trocou alianças com Rick Salomon. Hoje, no entanto, os rumores apontam que Pamela Anderson se terá envolvido num romance com Julian Assange, o fundador da Wikileaks.

Assange, que permanece preso desde 2012 na embaixada equatoriana de Londres para evitar a sua extradição à Suécia por um caso de delitos sexuais, foi o ponto central de um texto publicado por Pamela em 17 de junho no seu blog.

“Não importa onde estiver, não posso esquecer deste homem isolado na embaixada equatoriana. Um homem que se arriscou tanto e recebe tão pouca gratidão”, escreveu Pamela Anderson sobre Assange, que visitou em várias ocasiões na embaixada equatoriana.

 

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