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10 Thrillers de países nórdicos que merecem a sua atenção

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10 Thrillers de países nórdicos que merecem a sua atenção

O número crescente de romances de mistério publicados nos países nórdicos tem colocado nas mãos dos realizadores uma grande quantidade de bom material. Assim, não fique admirado quando, ao listarmos 10 thrillers produzidos nos países nórdicos, a nossa escolha recaia em títulos que contam também com uma versão em tinta e papel.

E porquê thrillers nórdicos? Para quem conhece os países do Norte da Europa, esta não é uma pergunta difícil de responder. O cenário gelado, com os seus elegantes glaciares, já foi pano de fundo para muitas histórias de mistério e crime. Mais do que policial, os thrillers prendem-no ao lugar, como se uma camada de gelo o agarrasse, deixando-o quase a tremer de excitação para saber a resposta a tudo o que está a acontecer.

Com isto em mente, apresentamos por isso uma lista de filmes que provavelmente não viu, uma vez que não são conhecidos a nível internacional mas que merecem, sem dúvida, passar pelo seu ecrã.

10 Thrillers de países nórdicos que merecem a sua atenção

1 – Submarino (2010)

submarino

Thomas Vinterberg adaptou o thriller Submarino, do autor dinamarquês Jonas T. Bentgtsson, esperando replicar no ecrã o mesmo frenesim louco que podemos encontrar no livro. Desde o início do filme Submarino é introduzido um drama sem falhas, que nos apresenta uma realidade nua e crua. As personagens principais dividem um laço de parentesco: são irmãos. Mas Nick e Martin são perseguidos por uma infância miserável e mostram-se incapazes de abandonar o caminho de autodestruição que têm vindo a trilhar.

Ao reencontrarem-se no funeral da mãe, os dois reatam o contacto que se tinha perdido com o tempo. No futuro, um deles procura ajudar um amigo a encobrir um crime enquanto o outro se vira para a venda de drogas para juntar dinheiro suficiente para criar o seu filho. Porém, estão longe de saber que, no final do caminho, lhes espera apenas uma coisa: a desgraça.

2 – Headhunters (2011)

headhunters

Headhunters é um trabalho de Morten Tyldum, realizador que se tornou mais conhecido do grande público depois do sucesso de Immitation Game (O Jogo da Imitação). O filme de 2011 é inspirado num romance com mesmo nome, escrito por Jo Nesbø, e no centro da história está Roger Brown (Aksel Hennie), um homem saudável no auge da idade, com uma bela mulher e uma casa de sonho. O dinheiro para o nível de vida provém supostamente do trabalho como recrutador. No entanto, descobrimos não tarda nada que isso é apenas uma mentira: a fortuna de Roger é gerada principalmente a partir do roubo de obras-de-arte.

Ao longo dos filmes, acompanhamos o andamento de um plano de roubo entre a personagem principal e um dos seus amigos. Rober pretende roubar Clas Greve (Nikolaj Coster-Waldau), um homem que lhe foi apresentado pela esposa – que por acaso é dona de uma galeria de arte – e a quem pertence um Rubens genuíno. Headhunters conjuga um lado mais sádico com toques de comédia. Indicado para quem gosta de ver as peças de um puzzle a ganharem forma e dimensão.

3 – The Girl With the Dragon Tattoo (2009)

the girl with the dragon tattoo

Lembra-se de quando avisamos, na introdução, de que a maior parte destes filmes tinham sido inspirados em livros? É isso mesmo que acontece com The Girl With the Dragon Tattoo, o célebre livro do falecido Stieg Larsson que morreu antes de ver o sucesso que a sua obra literária alcançaria a nível internacional. Com uma história capaz de prender os leitores às páginas dos livros, fazia todo o sentido que a história passasse para o ecrã. Assim, em 2009, Niels Arden Oplev encarrega-se da adaptação. E, embora o americano David Fincher tenha tentado fazer o mesmo, desta vez em Hollywood, a verdade é que foi a versão sueca que resistiu e contou com sequelas.

A história acompanha o jornalista divorciado Mikael Blomkvist que, temporariamente dispensado da revista Millennium, se vê arrastado para a resolução de um mistério familiar. Henrik Vanger, um velho empresário sueco, quer saber o que aconteceu à sua sobrinha, desaparecida há mais de 40 anos e porque razão lhe continuam a mandar, todos os anos, um dos quadros que a desaparecida Harriet lhe dava pela ocasião do aniversário. Quem matou a jovem e inocente rapariga? Mikael Blomkvist procura a resposta, ajudado pela imparável Lisbeth Salander que tem, em si mesma, toda uma outra história que merece ser contada.

4 – Insomnia (1997)

insomnia

Em Insomnia, o detetive Jonas Engström, com a ajuda do seu colega de trabalho Erick Vik, inicia a investigação da morte de uma rapariga que foi encontrada em Tromso, uma cidade norueguesa que é bem conhecida como a terra do sol à meia-noite. Muito convenientemente, é neste mesmo lugar que o detetive começa a sofrer de insónias, uma problema de sono causado, obviamente, pela luz solar. No entanto, há algo mais a perturbar a personagem: o sentimento de culpa que ainda o corrompe por um acidente que cometeu.

Ao descobrir evidências do crime que está ali para resolver e ao perceber as implicações que tal pode trazer para o caso, e para si mesmo, o detetive começa então a manipular as provas e comete um erro que é descoberto pelo próprio criminoso. Após o sucesso do filme Insomnia, chegou-se mesmo a produzir uma versão norte-americana, com a realização de Christopher Nolan e a interpretação de Al Pacino, porém, foi a versão original que melhor vingou junto às audiências.

5 – Reykjavik-Rotterdam (2008)

Reykjavik-Rotterdam

A situação económica frágil em que se encontra faz com que Christopher (Baltasar Kormákur) volte à antiga vida do crime, retomando a profissão como contrabandista de álcool a bordo de um barco que fazia a ligação entre as cidades de Reiuiavique e Roterdão. Ao longo de trama, o homem acaba por trair aquele que era o seu melhor amigo e arrastar a sua família para o mundo da criminalidade.

O thriller de 2008 chama-se Reykjavik-Rotterdam e foi realizado por Óskar Jónasson. A obra inspirou cineastas e chegou mesmo a inspirar uma versão de Hollywood, renomeada para Contraband. O remake chegou às salas no ano de 2012, mas de acordo com a crítica esteve longe de se tornar melhor do que a versão original.

6 – Pioneer (2013)

pioneer

Em Pioneer – que recebeu em Portugal o título de Mergulho Profundo – viajamos no tempo até à década de 1980, mais precisamente até à Noruega. Por esta altura, regista-se o Boom do Petróleo na Noruega, momento histórico que contou com a realização de inúmeros mergulhos no Mar do Norte, onde de facto se sucederam algumas tragédias. Tais mergulhos aconteciam para se descobrir novas reservas de petróleo ou gás natural. Perante todo este panorama, o norueguês Erik Skjoldbjærg construiu um thriller de arrepiar: Pioneer.

Petter faz parte de uma equipa profissional de mergulho e pretende descer até 1000 pés nas profundezas do oceano, uma vez que foi descoberta uma fonte de petróleo e gás no Mar do Norte. Mais do que encontrar esta reserva, o mergulhador espera quebrar os recordes e conseguir fazer o mergulho mais profundo, ao lado do seu irmão, Knut. Porém, durante os treinos, um acidente provoca balbúrdia, tocando intimamente cada uma das personagens envolvidas nesta expedição.

7 – Jar City (2006)

jar city

Mýrin (ou Jar City, na versão inglesa) é a história de uma cidade imersa em segredos e corrupção. No centro da narrativa está Erlendur (Ingvar Eggert Sigurðsson), um detetive misterioso e enigmático que parece ter algo a esconder. Durante a trama, o personagem é incumbido de investigar a relação entre um homicida e uma criança de quatro anos que morreu há 30 anos atrás. A juntar a isto, o homem é confrontado com uma vida algo complicada e o problema da filha toxicodependente.

Jar City conta com a realização de Baltasar Kormákur e demarca-se pela forma como conta as histórias paralelas das suas personagens. Os cenários ajudam a adensar a carga do filme: nevoeiros, estradas sem fim à vista e paisagens planas criam um ambiente pesado e simultaneamente belo. A obra é uma adaptação de Tainted Blood, um episódio de The New Detectives: Case Studies in Forensic Science no qual Baltasar Kormákur esteve envolvido.

8 – The Hypnotist (2012)

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A um ritmo acelerado desde o início, o The Hypnotist (O Hipnotizador) procura encontrar a resposta para o brutal assassínio de uma família. Joona Linna, um detetive finlandês, vira-se para o psiquiatra Erik Maria Bark, especialista em hipnotismo. Porquê? Para interrogar a única sobrevivente deste hediondo crime, Josef – o filho das vítimas.

Porém, o enredo torna-se mais denso quando o próprio filho do psiquiatra é raptado e uma misteriosa carta, que Josef menciona durante as suas sessões de hipnotismo, lança o detetive numa demanda contra o tempo para salvar a criança que desapareceu e solucionar o crime. Este filme é baseado no livro de Lars Kepler e toda a ação tem como pano de fundo a cidade de Estocolmo, os seus hospitais cinzentos e o frio constante que nem os casacos conseguem sossegar.

9 – Avalon (2011)

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Avalon é um filme sueco com assinatura de Axel Petérson. No centro da película, está Janne (Johannes Brost), o dono do clube noturno mais badalado da cidade e que está prestes a abrir portas. Porém, tudo muda a partir do momento em que um jovem lituânio é assassinado e a personagem principal se vê associada ao caso. O filme desenrola-se com a tentativa de encobrir a morte, sendo que a abertura do novo espaço é vista como a oportunidade perfeita.

Posto isto, podemos dizer que Avalon é um filme com uma narrativa bastante simples e relativamente fácil de entender. Ainda assim, o filme distingue-se por se tornar cada vez mais denso à medida que os minutos passam, submergindo o espectador na história das personagens e revelando segredos inesperados. Apesar de ser um thriller com grande carga dramática a obra de Axel Petersén tem vários alívios cómicos capazes de nos fazer soltar gargalhadas.

10 – Bad Faith (2010)

bad faith

Tudo parece correr de feição a Connor Philips (Scott Frederick Duns) até algo trágico de suceder: de forma inesperada a sua esposa é brutalmente assassinada. O episódio despoleta uma mudança no personagem principal que decide de imediato desvendar quem é o culpado da morte da mulher. Entretanto, começa a ser assombrado por pesadelos e muda a sua postura em relação ao que é ou não é justo.

Aos poucos, Philips percebe que mesmo que um ato não seja o mais correto, pode-se justificar. Abordando temas como a vingança e os limites socialmente estabelecidos, Bad Faith foi descrito pela crítica como pitoresco. O filme possui um impacto visual forte e diálogos estranhos. O resultado é um thriller bizarro, mas capaz de prender o espectador do princípio ao fim.

   

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