Paris, je t’aime: uma ode cinematográfica à capital francesa

A partir de uma ideia original de Tristan Carné foram convidados para participar no projeto de filme coletivo: Paris, je t’aime, realizadores internacionalmente reconhecidos, tais como: Alexander Payne, Alfonso Cuarón, Gus Van Sant, Walter Salles, Joel e Ethan Coen; para nomear apenas alguns dos meus favoritos.

No final é-nos apresentado um filme de 2 horas, composto por 18 curtas-metragens interligadas, cada uma delas com duração de 5 minutos.

Este filme, de 2006, rodado em Paris, coloca em choque a multiculturalidade da cidade com a multiplicidade do cinema. O resultado é muito interessante e o espetador é convidado a criar a sua própria narrativa a partir dos momentos que lhe são apresentados.

Para mim este é um filme muito particular e que não passa indiferente, talvez pela narrativa ser composta por tantas visões e convidar o espetador a tomar uma parte bastante ativa na interpretação do todo.

É muito interessante testemunhar a história que cada um dos realizadores escolhe contar e também ver alguns dos realizadores a atuar!

A maior parte dos realizadores convidados não são nativos de Paris, nem de França. Os realizadores “estrangeiros” têm, na generalidade, uma visão de uma Paris cosmopolita e convidativa. Alguns colocam quase uma versão de si próprios a visitar a cidade, em trabalho, lazer ou até expatriados lá.

Sylvain Chomet e Vincenzo Natali veem uma Paris fantástica. Por outro lado, acho curiosa a interpretação de Gérard Depardieu: uma Paris com vinho tinto, claro, velha e cansada, um pouco kitsch e decadente que se tenta reinventar.

O filme de Tom Tykwer, mostra uma Paris cheia de vida e esperança, repleta de música e cinema.

Uma das minhas histórias preferidas é a de Alexander Payne: o ambiente criado ilustra bem o sentimento das minhas experiências em  Paris.

Fica a curiosidade para conhecer melhor o trabalho de alguns dos realizadores.

O filme fecha com um epílogo onde vemos o desfecho das histórias que tinham ficado em aberto, as ligações entre as mesmas e os vários personagens. Tudo isto ao som da música tema: “La Même Histoire” (A Mesma História), composta e interpretada por Feist.

A cidade das luzes, do romance, da arte, da boémia, em que tudo pode acontecer!

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Mais algumas experiências contemporâneas interessantes de cinema colaborativo:

Quem pode ver no Paris, Je t’aime?

Lista de realizadores, por ordem alfabética/título filme

Lista de atores mais sonantes por ordem alfabética

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