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Mário Augusto: o jornalista português mais conhecido de Hollywood

Mário Augusto: o jornalista português mais conhecido de Hollywood

 

Mário Augusto é o jornalista português mais conhecido por entre as estrelas de Hollywood, tendo uma ocupação que inspira o sonho de muitos jovens: o privilégio de avançar a barreira que divide os espectadores de cinema e a magia de Hollywood.

Jodie Foster, Meryl Streep, Tom Cruise, Denzel Washington, Robert De Niro: muitas são as estrelas com quem já conversou e partilhou um pouco da magia do cinema. Mas, desde Gaia até ao Passeio de Los Angeles, Mário Augusto confessou  ter havido muito trabalho, sorte e, sobretudo, uma constante procura de fazer coisas diferentes no cinema.

“Nunca desisti de pôr em pratica aquilo que gostava de fazer. Hoje em dia, os tempos são outros, saem muitos jovens da universidade e com menos oportunidades, mas o segredo é ter muita vontade de conseguir e nunca desistir dos sonhos”, contou, pela ocasião do lançamento do seu segundo livro “Mais Bastidores de Hollywood”, em 2005.

O papel de realizador fascina por completo Mário Augusto, não fosse Steven Spielberg o seu maior ídolo. “O que mais me atrai nos bastidores das grandes produções é saber como foi feito. Está tudo na cabeça do realizador e se ele não tiver a equipa certa para tornar essa ideia realidade, é muito complicado”.

Apesar da transição tecnológica que o cinema está a passar actualmente, a essência artística da Sétima Arte não poderá ser adulterada, pois as máquinas não fazem as boas histórias. “A simplicidade do plot, muitas vezes é o segredo para um bom filme. Hitchcock dormia sempre com uma caneta e um bloco. Um dia acordou e lembrou-se que tinha tido uma ideia fantástica durante a noite e o que estava escrito no bloco era simplesmente ‘rapaz conhece rapariga'”.

Mário Augusto: o estado cinema em Portugal

Em Portugal, seria preciso mais do que um bom plot para atrair o público. “Estamos muito dependente de subsídios. Temos de fazer um trabalho pé-ante-pé para conquistar o público português, ver o que mais lhe agradou num filme e ir misturando os ingredientes certos, com crescente qualidade. A televisão podia ajudar mais o cinema português, com iniciativas do género SICFilmes que marcou o país”.

Porém, nos últimos anos, o número de criações cinematográficas de qualidade pela nova geração têm vindo a crescer. Um índice de sucesso, tal e qual qual como na nossa vida, quando temos muitos projectos.

“Compete-nos a nós fazer que o filme da nossa vida tenha um final feliz. O truque está em ter sempre muitos projectos, sabendo que, de dez projectos, dois vão ser realizados”, contou o jornalista a Goreti Teixeira. Escrever sobre o lado humano das estrelas de Hollywood foi um dos projectos que concretizou.

 

Mário Augusto realça a sua admiração pela naturalidade do já falecido Jack Lemon e pela delicadeza de Meryl Streep. Jodie Foster é realçada pela sua inteligência e, com Spielberg, parece que as conversas são sempre curtas demais.

“Uma arte mágica que nos leva para mundos onde dificilmente conseguiríamos chegar, fazendo-nos sonhar de uma forma muito especial”: é assim que define o cinema. Ao contrário de ler um livro, ir ao cinema é um acto cultural, em que os filmes consistem não no que vemos, mas no que trazemos connosco para casa.

O percurso de Mário Augusto

Nascido em Espinho, Vila Nova de Gaia, em Março de 1963, Mário Augusto começou a carreira de jornalista em 1985, estagiando no jornal “O Comércio do Porto”, vindo posteriormente a colaborar regularmente, sempre na área do cinema, no semanário “Sete” e nas revistas “Sábado”, “Cosmopolitan”, “Nova”, “Caras”, “Invista” e “Focus”.

Mais tarde, fundou e dirigiu a revista “Cinemania”. Trabalhou ainda na Rádio Comercial, na RDP Antena 1 e, em 1989, integrou a equipa fundadora da Rádio Nova, do Porto. Na televisão, estreou-se em 1985 nos programas infantis do Canal 2 da RTP. Foi assistente de produção na RTP Porto, estação onde produziu e apresentou diversos programas e rubricas de divulgação cinematográfica.

Em 1987 integrou o Departamento de Informação da RTP, onde se manteve até 1992, altura em que se transferiu para os quadros da SIC. Em 1997 recebeu o prémio de reportagem da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) pelo documentário “Mandem Saudades”, sobre a presença portuguesa no Havai. Na SIC integrou a equipa que produziu e realizou uma série de documentários sobre o século XX português e coordenou e apresentou diversos programas dedicados aos Óscares de Hollywood.

A partir de Maio de 2003 começa a coordenar e apresentar semanalmente o magazine de cinema “35mm”, nos canais Lusomundo e SIC Notícias onde emite parte das entrevistas que continua a fazer às grandes estrelas do cinema norte-americano e europeu. Em 2005 inicia uma rubrica semanal de comentários às estreias de cinema na Rádio TSF. Passa a sua magazine de cinema para a RTP, em 2010.

Porém, em 2016, o programa apresentado por Mário Augusto na RTP foi cancelado no âmbito de um plano de contenção de custos. Isto, no entanto, não significa que Mário Augusto se afaste do pequeno ecrã. A RTP já comunicou que o jornalista regressará brevemente com um novo programa, também dedicado à Sétima Arte, que será gravado a partir do Porto e que dará enfoque aos filmes transmitidos na RTP.

 

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