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10 estranhas curiosidades sobre o cineasta Zé do Caixão

10 estranhas curiosidades sobre o cineasta Zé do Caixão

 

Quem é brasileiro ou conhece minimamente o cinema que se faz no Brasil já ouviu falar de José Mojica Marins. Não? Bem, provavelmente este nome não lhe diz nada, mas se rapidamente o substituirmos pelo nome de uma das personagens que o ator interpretou vai perceber onde quero chegar. Estou a falar-vos do homem que é conhecido como Zé do Caixão.

Os filmes da personagem Zé do Caixão compõe grande parte daquele que é o género de terror no Brasil. Os conteúdos investem sobretudo em imagens macabras, com a presença de cenas fortemente repulsivas e incrivelmente reais. Durante a época da ditadura, os filmes chegaram a ser mesmo proibidos devido ao seu conteúdo sádico. A própria personagem é em si é macabra, sempre vestida de negro, com um olhar que intimida e, claro está, as unhas compridas e tão características. Uma imagem que eventualmente se acabou por espelhar no próprio José Mojica Marins.

Atualmente com 80 anos, José Mojica Marins conta com uma carreira vasta no mundo cinematográfico. Ainda que nos últimos anos se tenha destacado mais como realizador, o seu trabalho enquanto ator será para sempre memorável. De forma a celebrar este ícone brasileiro, decidimos pesquisar na Internet algumas curiosidades menos conhecidas sobre o artista.

10 estranhas curiosidades sobre o cineasta Zé do Caixão

1 – O melhor artista multimédia do Brasil

Começamos por citar a biografia feita a José Mojica Marins, com o título “Maldito”, onde os autores começam por apontar que este é o “maior artista multimédia da história do Brasil”. Porquê? Não é difícil perceber. Basta olharmos para o currículo cinematográfico para percebemos as muitas facetas de Marins: cinema, televisão, rádio, literatura e até mesmo banda desenhada e linha de cosméticos. Um artista de facto muito variado.

2 – Ascendência espanhola

José Mojica Marins nasceu em Vila Mariana, uma localidade nas imediações de São Paulo, numa sexta-feira 13. Apesar de ter crescido no Brasil, as suas origens remontam a Espanha. Carmen e António, os pais do artista, tinham emigrado para o Brasil há poucos anos. O pai era toureiro – profissão que continuou a exercer em terras brasileiras – submetendo-se à lei de não matar o animal.

3 – O apoio dos pais

É estranho imaginar que os pais de José Mojica Marins tenham apoiado a sua carreira tão bizarra. Porém, desde criança que Marins teve o apoio dos pais e liberdade para se expressar criativamente. De forma a financiarem os estudos e criatividade do filho, os pais chegaram mesmo a vender mobília para ter fundos. Em criança, com recursos limitados, Mojica começou muito cedo a fazer maquetes com bonecos de cartão. Já ao mundo das artes performativas associou-se através do clube de teatro da escola.

4 – O elogio de Mazzaropi

Mazzaropi, um artista de circo internacionalmente reconhecido, foi uma das vozes que elogiou José Mojica Marins… quando era ainda criança! Isto sucedeu-se depois de Mojica ter participado num concurso de canto organizado no sue bairro, que ganhou.

5 – O primeiro filme

 

Não, o primeiro filme de José Mojica Marins não foi o À Meia-Noite Levarei Sua Alma, onde nos apresenta pela primeira vez a personagem de Zé do Caixão. O primeiro filme terá sido realizado quando tinha 12 anos e recebeu como prenda de aniversário por parte do pai uma máquina de filmar. O filme, feito com amigos, encaixava-se no género de ficção científica e mostrava uma invasão extraterrestre.

6 – A ditadura

A ditadura brasileira, e a censura, tiveram um impacto muito negativo na carreira de José Mojica Marins. Muitos dos seus filmes foram completamente proibidos no Brasil, conseguindo apenas o reconhecimento devido nos Estados Unidos, já nos anos 90. No início de carreira, este foi um dos principais entraves à sua evolução enquanto realizador.

7 – O nome do primeiro filho

Que brasileiro se lembraria de chamar ao seu primeiro filho o nome do lord inglês que conduziu a Revolução que aboliu a monarquia inglesa durante um breve período? José Mojica Marins, claro está. O primeiro filho chama-se Crounel, uma clara alusão a Oliver Cromwell. Esta criança, nascida fora do casamento, podia na verdade ter-se chamado algo muito pior: Estrunguinaldo.

8 – Zé do Caixão cristão?

É normal que tenha as sobrancelhas franzidas depois de ler o subtítulo acima. Zé do Caixão associado à Igreja? No filme Meu Destino Em Suas Mãos, Mojica deu vida a uma personagem que se enquadra num filme religioso, especialmente popular entre freiras e padres. Porque se submeteu o artista a um trabalho tão longe do espectro pelo qual é conhecido? A resposta é básica: dinheiro.

9 – Como nasceu Zé Caixão?

Esta é uma pergunta feita por muitos dos fãs de José Mojica Marins. A resposta que o realizador dá é que tudo se deve a um pesadelo que teve. Nesse sonho, o realizador estava a ser arrastado por um jardim por uma figura sombria. Em certa parte do sonho, Mojica vê o rosto do seu atacante e percebe que é ele mesmo. O mais chocante? Está a arrastar-se a si mesmo para a sua lápide. Ao acordar, o susto desaparece gradualmente… e o realizador canaliza a ideia para algo criativo e de sucesso.

10 – O sucesso de Mojica nos anos 60

Hoje muitas das novas gerações já não conhecerão tão bem Mojica e o assustador Zé do Caixão como as gerações que viveram nos anos 60. Por esta altura, Mojica atingiu tal estrelato que, entre 1967 e 1968, participou em dois programas de televisão, lançou um filme novo e tornou-se ainda personagem da banda desenhada Turma da Mónica.

 

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