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15 Curiosidades sobre o universo cinematográfico

15 Curiosidades sobre o universo cinematográfico

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A ideia de combinar a imagem com o som sempre esteve na base do trabalho de vários homens que, decididos a ir mais além, arregaçaram as mangas e se puseram a inventar. Apesar de várias tentativas ao longo dos anos, a verdadeira faísca que viria a desencadear o cinema só chegou algures nos anos 20 do século XX.

Até então, os filmes limitavam-se a peças silenciosas, por vezes animadas pela música de uma orquestra ao vivo. Basta recordar alguns dos mais emblemáticos filmes de Charlie Chaplin para relembrar que o cinema foi em tempos muito diferente daquilo que conhecemos hoje.

Hoje, existem milhares de filmes, desde grandes produções a trabalhos de autor. E o cinema evoluiu! Do silêncio avançamos para o som, do preto e branco passamos para a cor, das 2 dimensões passamos para as 3 e, no futuro, podemos esperar ver (e sentir) filmes em 4 dimensões.

Por isso mesmo,  há que reconhecer que por detrás de toda a história da sétima arte existem pequenas curiosidades capazes de criar a sua própria história: e são a esses factos desconhecidos que damos tempo neste post.

15 curiosidades sobre o mundo do cinema

1 – O Star Wars que todos esqueceram

O sucesso da saga Star Wars, cujo primeiro filme foi lançado em 1978, conta com uma estranha curiosidade pouca conhecida entre os fãs. George Lucas, o criador da série, fez um filme para a televisão chamado Star Wars: Holiday Special, que se focava no lado mais natalício da galáxia.

O resultado não foi muito aplaudido e a sinopse não convenceu nenhuma televisão a investir na compra dos direitos de transmissão do filme. Basicamente, a história começa com Chewbacca a viajar para a sua terra natal… e a primeira parte do filme é completamente falada em wockie, a língua gutural e impercetível desta raça extraterrestre.

2 – Um ditador que podia ter sido galã de cinema

Antes de se tornar Presidente de Cuba – cargo que ocupou durante mais de 50 anos – Fidel Castro tentou vingar no mundo do cinema. Em 1946, 13 anos antes de chegar ao poder, teve uma breve carreira cinematográfica, interpretando pequenos papéis em três filmes musicais. Porém, em vez de prosseguir a sua carreira como galã latino, Fidel Castro enveredou antes pelo caminho da revolução e da política.

3 – Quanto tempo tem o filme mais longo da história?

87 horas, o equivalente a 3 dias e meio: é esta a duração de Tratamento contra a insónia. A película consiste numa única sequência na qual vemos o poeta Lee Groban a ler uma composição de 3.400 páginas. Ao longo dos anos, o filme só foi projetado integralmente duas vezes e consta-se que nunca ninguém o conseguiu ver até ao fim.

4 – O cheque em branco que Freud recusou

Sigmund Freud podia ter sido o argumentista melhor pago da história do cinema se tivesse quebrado o pacto de confidencialidade com os seus pacientes. Em 1933, o psicanalista foi abordado por um produtor que lhe ofereceu um cheque em branco: Freud podia ter feito uma fortuna a partir da psicopatia dos pacientes – que teriam sido então adaptadas para vários filmes – mas, no fim, os valores éticos acabaram por falar mais alto.

5 – A atriz mais assassinada

A atriz francesa Paula Maxa será para sempre recordada na história – pelo menos enquanto a coroa não lhe for roubada – como a atriz mais assassinada. No total, morreu 358 vezes ao longo dos diferentes filmes em que participou. A sua especialidade em morrer em frente à câmara foi motivo suficiente para que fizesse mais do que um papel no mesmo filme, tendo sempre como desfecho uma morte atroz.

6 – Os gangsters não estão só nos filmes

A verdade é que alguns gangsters se tornaram grandes nomes dentro do mundo cinematográfico. O gangster italo-americano Al Capone foi ao cinema ver Scarface – A Vergonha de uma Nação (de Howard Hawks, 1932) várias vezes, desconhecendo que seria mais tarde protagonizado em vários filmes e por diferentes atores, entre os quais o próprio Robert De Niro. Por sua vez, o infame assaltante de bancos John Dillinger foi morto a tiros pelo FBI quando saía de uma sala de cinema.

 

7 – O primeiro filme com palavras

O fim do cinema mudo deu-se com O Cantor Jazz (“The Jazz Singer). Lançado em 1927, o filme tinha apenas 10 minutos de diálogo divididos por 3 cenas. Alan Crosland, realizador da obra cinematográfica, afirmou que os produtores pensavam que ninguém estaria interessado em assistir a uma hora inteira de diálogos.

8 – Os filmes também podem ter cheiro

Scent of Mistery, de 1959, foi o primeiro filme com cheiro da história. Junto com a projeção era utilizado um mecanismo controlado pelo projecionista que lançava odores durante determinadas cenas. O filme de mistério conta a história de um homem britânico que vai de férias e engendra um esquema para matar uma jovem americana, em Espanha.

9 – Adaptações com personagens negros

Em 1970 nasceu o Blaxploitation. O nome é uma adaptação das palavras “black” (negro) e “exploitation” (exploração), que mostram bem este movimento cinematográfico. Graças a esta moda, Hollywood ficou repleta de novas versões de filmes que já haviam sido feitos, mas desta vez realizados e protagonizados por atores negros. Entre as muitas versões, há Blacula, o Dracula negro, Black Lolita ou The Wiz, uma versão do Feiticeiro de Oz, com nomes como Diana Ross e Michael Jackson.

10 – Várias personagens, um só ator

Por vezes, vemos filmes onde o mesmo ator interpreta dois ou mais papéis. O record pertence a Rolf Leslie que em Sixty Years of Queen foi responsável por 27 personagens diferentes. Em segundo lugar, encontramos Paul Naschy, ator que em O Advogado do Diabo, de 1977, fez 12 papeis diferentes.

11 – Francis Ford Coppola antes de Godfather

Francis Ford Coppola é o realizador que brindou o mundo do cinema com clássicos como O Padrinho. O que nem todos sabem é que, no início de carreira, o realizador esteve por detrás de filmes eróticos. Sob um pseudónimo, o Coppola dirigiu O Bordel na Montanha, onde entram personagens como um Lobisomen, Dracula e Frankenstein.

12 – O filme mais “beijoqueiro”

Don Juan, filme realizado em 1926 por Alan Crosland, é a obra cinematográfica com o record de filme mais “beijoqueiro” de sempre. O filme tem 110 minutos, sendo que nesse período os atores se beijam 127 vezes. Feitas as contas, a média supera um beijo por minuto. Entre o elenco de Don Juan encontram-se atores como Jane Winton, Jon Roche, Mary Astor e Estelle Taylor.

13 – O primeiro filme não mudo de Charles Chaplin

O ícone do cinema mudo, Charles Chaplin, foi relutante quanto ao avanço para o universo do cinema falado. O Grande Ditador (The Great Dictator, em inglês) foi lançado em 1940 e marcou o período de rutura. O filme foi um sucesso e conjuga drama, comédia e assuntos como guerra. No centro está Charlie Chaplin que, além de realizador e guionista, deu corpo a Hynkel, ditador da Tomania e barbeiro judeu.

14 – Casablanca precisava de uma pista maior

No clássico de 1942, Casablanca, quando assistimos à chegada de Major Heirich Strasser ao aeroporto, aquilo que vemos no plano de fundo são anões, figurantes que fazem de oficiais do exército. Porquê anões? Porque o objetivo era criar a ilusão de que a pista era maior do que aquilo que realmente era.

15 – A nudez em Beleza Americana

No filme de 1999, Beleza Americana (American Beauty, em inglês), Thora Birch, que desempenhava o papel de Jane Burnham, teve de pedir autorização aos pais para poder filmar cenas de nudez. Na altura, a atriz tinha apenas 17 anos de idade, sendo que os pais estiveram sempre presentes durante as gravações dessas mesmas cenas. O filme foi protagonizado por Kevin Spacey, foi nomeado para 8 Óscares e levou 5 para casa.

 

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