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10 Filmes chocantes levam o terror ao extremo

10 Filmes chocantes levam o terror ao extremo

 

Costumamos dizer que às vezes nem tudo é o que parece. Numa área em que é necessário iludir os espectadores e levá-los a acreditar em algo fictício, há quem seja mais exigente e faça questão de assistir a cenas como se elas tivessem mesmo acontecido.

De cenas repletas de sangue a casos mais grotescos, há um nicho cinematográfico para todos os gostos – até para aqueles que podem ser considerados mais estranhos. Nos últimos tempos, há quem diga que os filmes de terror se tornaram cliché e, por vezes, até mesmo a palavra “chato” vem à baila.

Para desafiar todos os limites do aceitável, vários realizadores começaram a implementar ideias que nunca ninguém imaginou que pudessem passar para o ecrã. Cinema pesado, ideias capazes de revolver o estômago dos que se cansaram dos filmes de terror, capaz de provocar gritos e de obrigar olhos a fecharem-se perante tamanho horror.

Sangue, tortura, necrofilia, pedofilia e cenas surrealistas encontram um lugar nos filmes chocantes que são apresentados nesta lista. Posto isto, neste post vamos além do mais comum dos filmes de Hollywood e apresentamos-lhe uma lista dos 10 filmes de terror e suspense mais extremos de sempre. Antes que leia cada uma das sinopses, devemos, no entanto, adverti-lo que algumas das obras não são para as pessoas mais pessoas susceptíveis.

10 Filmes chocantes que prometem não passar despercebidos

1 – A Serbian Film (Srdjan Spasojevic, 2010, Sérvia)

A Serbian Film não é propriamente fácil de encontrar. Graças às cenas fortes, o filme não foi exibido muitas vezes, chegando mesmo a ser proibido em alguns países. No centro da história está uma antiga estrela porno que é também um homem de família, Milos (Srdjan Todorovic). Com dificuldades financeiras, a personagem encontra uma nova oportunidade de pôr fim às adversidades. Para isso, só precisa de entrar num último filme. O que vai ter de fazer nesse filme? Nem ele próprio sabe.

Altamente gráfico, A Serbian Film despoleta as mais complexas questões sobre a moralidade. Entre os temas abordados destacam-se, por exemplo, pedofilia (assunto que gerou uma cena altamente polémica), incesto, sangue, assassinato e muita nudez. Muito longe dos estereótipos a que estamos habituados, este é um filme imprevisível com um final que deixa os espectadores de boca aberta.

2 – Irreversible (Gaspar Noé, 2002, França)

Monica Belluci é a atriz que dá corpo à personagem principal de Irreversible, um filme de Gaspar Noé, que se distingue de todos os outros por apelar aos sentidos dos espectadores. Da náusea à excitação, o obra cinematográfica de 2002 conta a história de uma noite traumática, em Paris, quando uma jovem é agredida e violada. Os acontecimentos são contados de trás para a frente, facto de adensa ainda mais o clima de suspense de toda a trama.

Altamente gráfico e visual, Irreversible conjuga planos e sons para mostrar cenas consideradas chocantes. Uma das mais marcantes é (como seria expectável) a da violação, considerada até hoje como uma das cenas mais violentas e explicitas da história do cinema.

3 – Martyrs (Pascal Laugier, 2008, França)

Qualquer um que se tenha cansado de filmes de terror de Hollywood vai encontrar algo muito perturbador nem Martyrs. Este é o filme que se encaixa perfeitamente no género de cinema de tortura apesar de existir nele muito mais do que isso. Trata-se também de um estudo aos comportamentos de uma rapariga, que foi violada enquanto criança, que procura vingança contra as pessoas que a magoaram.

Chocantemente realista, o realizador Pascal Laugier choca a audiência através do toque emocional. Por causa de realismo e das representações incríveis com que conta, o filme tem mais impacto que qualquer outro de terror que tenha saído recentemente. Ele também tem várias camadas que jogar fora como capítulos de um livro, cada um mais perturbadores do que o anterior.

4 – Inside (À l’intérieur) (Alexandre Bustillo, Julien Maury, 2007, França)

Em Inside temos um thriller que envolve vingança e invasão doméstico. As toneladas de sangue que pode encontrar neste filme vão deixá-lo mais do que satisfeito se já não sente nada com os comuns filmes de terror. O filme, que conta com a assinatura de Alexandre Bustullo e Julien Maury, merece a reputação que lhe é atribuída e que o identifica como um dos filmes de terror modernos mais eficazes do século 21.

O filme torna-se especial, se assim podemos dizer, ao mostrar todo o horror a partir dos olhos da vítima. E aqui a morte chega sobre muitas formas, cada uma delas mais repulsiva do que anterior. Uma das cenas melhor conseguidas do filme são os close-ups a um feto que fluta dentro da barriga e que sente tudo o que lhe acontece fora das paredes protetoras do útero materno.

5 – Visitor Q (Takashi Miike, 2001, Japão)

À semelhança de todos os filmes de Takashi Miike, Visitor Q também não é um filme para ver de barriga cheia. Mais uma vez, chocar é o objetivo com cenas que ultrapassam o obsceno. Para ter uma noção, falamos por exemplo de casos de necrofilia que culminam numa cena com fezes, ou de uma mulher cujo peito rebenta, inundando a divisão de leite.

 

Especialistas do cinema consideram que este é um filme para mentes depravadas, ao conciliar alguns dos temas mais polémicos da nossa sociedade. Além da necrofilia, em Visitor Q há cenas de incesto, assassinato, prostituição infantil, fetichismo, abuso de drogas e famílias funcionais. Apesar de polémica, a obra tornou-se num filme de culto inspirando vários realizadores deste género grotesco.

6 – Ichi the Killer (Takashi Miike, 2001, Japão)

No ano de 2001, o japonês Takashi Miike brindou o cinema com a história de Kakihara, um agente yakuza, sadomasoquista, cuja missão é encontrar o seu chefe desaparecido. É durante esta demanda que se encontra com Ichi, um assassino psicótico, capaz de infligir níveis de dor que Kahikara nunca tinha imaginado serem sequer possíveis.

Extremamente polémico, o filme não é (por motivos óbvios) muito comum entre as salas de cinema. Em alguns casos foi até banido de países como a Noruega ou a Malásia. A proibição fez com que se tornasse mais conhecido e captasse a atenção dos muitos curiosos. Alguns chegam mesmo a considerar Ichi the Killer como o filme mais sangrento de sempre.

7 – Taxidermia (György Pálfi, 2006, Hungria)

Taxidermia não é nada se não grotesco, tanto o filme, como a prática em si. Comecemos pelo filme. Dividido em três partes distintas, a película conta as histórias de três gerações de homens: o avô, o pai e o filho. A cena inicial do filme é de imediato muito gráfico, apresentando-nos um soldado (que se revela mais à frente como o avô) a usar o pénis como se fosse um maçarico, emitindo um jato de fogo. Por muito estranho que isto possa parecer, é esta a sequência inicial do filme… E as coisas tornam-se mais estranhas de minuto para minuto.

Falando agora da Taxidermia em si, trata-se do processo de embalsamar ou reproduzir animais através das suas peles. O realizador György Pálfi consegue assim criar uma história de puro terror – capaz de levar ao extremo a nossa tolerância por aquilo que estamos a ver – que se baseia em dois contos de Parti Nagy Lajos e uma história que ele mesmo escreveu. Uma comédia de humor negro surreal que garantiu o seu lugar, na história do cinema, como um dos filmes com cenas mais extremas alguma vez feito.

8 – Gozu (Takashi Miike, 2003, Japão)

Lançado no ano de 2003, Gozu é um thriller que junta horror e drama. No centro do filme está Ozaki, um homem que deverá ser executado por um colega yakuza (membros de uma organização criminosa do Japão). Depois de chegar a uma cidade remota, Ozaki desaparece. É então que encontrarmos Minami, personagem cuja missão é encontrar o homem desaparecido.

Além da história, Gozu destaca-se pelo estilo usado pelo realizador, Takashi Miike. Grotesco e obscuro, o filme tem a proeza de se assemelhar ao mais estranho dos pesadelos. De destacar ainda as visões de Minami, que no ecrã assumem um estilo próximo ao surrealista. A juntar a isto, há também lugar para um toque de comédia que no cômputo total faz do filme uma excelente peça de entretenimento

9 – Haute Tension (Alexandre Aja, 2003, França)

O realizador francês Alexandre Aja merece crédito por ter criado um dos maiores choques do cinema de horror. Com o filme Haute Tension (Alta Tensão) o realizador apresenta-nos uma história a passo desenfreado, feroz e onde nenhuma rega se parece aplicar. O brutal serial killer promete aterrorizar os seus mais obscuros pesadelos com a sua obcessão psicótica, maquiavélica e assustadora.

O enredo envolve duas raparigas, colegas na mesma escola, que partem de férias para a casa de campo de uma delas. É nesta estadia que um misterioso psicopata vestido como mecânico, e a conduzir uma velha carrinha, presta uma visita a altas horas da noite e explicitamente mata a família, rapta uma rapariga e deixa outra para trás. Como um bom filme de terror e suspense, a outra amiga parte para salvar a outra. Além da história, é importante assinalar que as mortes são extremamente gráficas e sangrentas, culminando num twist que ainda hoje é debatido na história do cinema.

10 – Cold Fish (Sion Sono, 2010, Japão)

Com cerca de 145 minutos de filme, há muito a acontecer em Cold Fish. Este thriller psicológico está repleto de cenas gráficas de nudez e violência sexual. Além de não ser aconselhado para crianças, por motivos óbvios, conta com conteúdos visuais que podem ferir a suscetibilidade dos mais sensíveis. A personagem principal, o recém-casado Syamoto, é um homem que apenas quer viver uma vida pacata. Porém, vê-se apanhado no mundo distorcido do vendedor de peixes, um tal de Murata.

Cold Fish mostra como um homem comum se pode tornar numa fera ao ser pressionado até muito além dos seus limites. O filme conta com uma sequência excitante que promete deixá-lo na ponta do seu sofá, numa pilha de nervos. Com toques obscuros, e ligeiramente cómicos, tudo isto poderia até ser melhor aceite se o filme não começasse com uma frase que torna toda a história mais real: “baseado em factos verídicos.”

 

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Comentários

  • 04 January, 2016

    Lista arrepiante e não poderia concordar mais! Os meus preferidos são Martyrs e L’interieur!

  • 01 November, 2016

    sem dúvidas A Serbian Film (Srdjan Spasojevic, 2010, Sérvia) é o melhor

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