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Jackie Chan: o homem que não quis ser o “novo” Bruce Lee

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Jackie Chan: o homem que não quis ser o “novo” Bruce Lee

 

Jackie Chan naceu a 7 de abril de 1954, em Hong Kong, na China, tendo sido batizado pelos pais não com o nome pelo qual é hoje reconhecido mas sim como Chan Kong-sang. Durante a sua infância, começou a praticar artes marciais e entrou no Chinese Opera Research Institute para estudar artes cénicas. E é na China que fica quando os pais decidem deixar o país para começar novos empregos na Austrália.

Durante os 10 anos que se seguiram, Jackie Chan estudou então artes marciais mas não só: a este interesse juntou-se a representação dramática, canto e acrobática. Tudo isto acontecia sobre um regime exigente que não tolerava qualquer tipo de intransigência. É durante a sua passagem pela Chinese Opera Research Institute que surge a oportunidade para entrar no filme Bid and Little Wiong Tin Bar, em 1962.

Estamos em 1971 quando termina os estudos. Prestes a entrar no mercado de trabalho, Jackie Chan não tardou a encontrar papéis cinematográficos como acrobata e figurante. A sua aparência mais notável terá sido certamente no filme Fist of Fury, de 1972, onde tem a honra de contracenar com a grande estrela de cinema Bruce Lee. Aqui, protagoniza a maior queda alguma vez feita na indústria chinesa cinematográfica, o que lhe vale o respeito entre o elenco e produtores.

Infelizmente, em 1973, o ator Bruce Lee morreu inesperadamente. Por esta altura, muitos produtores de cinema voltaram os seus olhos para Jackie Chan, vendo nele um sucessor à altura. E, rapidamente, começa a protagonizar vários  filmes à volta do tema do kung fu e a trabalhar com os mesmos realizadores e produtores que tinham conquistado a fama para Lee. Porém, os resultados nem sempre foram os melhores e, perto do final da década de 70, esta parceria entre Jackie Chan e a equipa de Lee termina.

Jackie Chan: do sucesso na China… para o reconhecimento mundial

Jackie Chan estava pronto para criar a sua própria imagem de forma a ser reconhecido como algo mais que o  sucessor de Bruce Lee. É por isso que decide usar o seu talento para a artes marciais e acrobacia mas não para o mesmo género de filmes kung fu de Bruce Lee. Porque não acrescentar uma pitada de comédia a todo este contexto? A receita, inicialmente uma pequena experiência, apanhou o cinema de Hong Kong de surpresa. Drunken Master, de 1978,  mereceu as gargalhadas e aplausos da audiência, tal como Fearless Hyena (1979), Half a Loaf of Kung Fu (1979) e The Young Master (1980).

Não muito depois, Jackie Chan tinha-se tornado oficialmente no ator mais bem pago de Hong Kong e uma grande estrela internacional por toda a Ásia. Tinha total controlo sobre os seus filmes, estando frequentemente responsável pela realização, produção e até mesmo pela banda sonora das longas-metragens.

 

Só faltava conquistar Hollywood. É por isso mesmo que, no início dos anos 80, Jackie Chan tenta a sua sorte com a indústria cinematográfica norte-americana… mas não tem muito sucesso. Apesar de protagonizar o filme The Big Brawl, em 1980, todo o trabalho foi considerado um fracasso nas bilheteiras.

Na década de 80, começa então a dedicar-se à produção de vários filmes de comédia em Hong Kong. Gradualmente, transforma-se em algo mais do que uma estrela de cinema: consegue o seu lugar como produtor e realizador. Tal é a sua influência que, em 1986, decide criar a sua própria produtora cinematográfica Golden Way.

Tudo isto aconteceu enquanto o reconhecimento de Holywood não chegou. Porém, na década de 90, quando entra no filme Crime Story (1993) para interpretar uma personagem melodramática, a atenção da indústria norte-americana começa a focar-se nele. Quando a New Line Cinema e a Golden Harvest se juntaram para lançar para as salas de cinema norte-americanas o filme Rumble in the Bronx – o filme de Jackie Chan dobrado para inglês – o sucesso foi avassalador.

Daí para a frente, as produtoras cinematográficas não se tiveram de esforçar tanto para “vender” Jackie Chan aos Estados Unidos. O filme Jackie Chan’s Firts Strike de 1997 e Mr. Nice Guy de 1998 foram, uma vez mais, êxitos das bilheteiras embora nenhum comparado ao Rush Hour, de 1998, um filme produzido nos Estados Unidos que combinava acção e comédia.

Hoje, Jackie Chan é um ator regular em muitos dos filmes de comédia que passam na televisão e no cinema. A sua consagração como ator aconteceu, talvez, em 2002, quando  recebeu a sua estrela no Hollywood Walk of Fame e foi honrado com o Taurus Award.

 

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