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The Bucket List: um filme sobre o cancro e a velhice

The Bucket List

The Bucket List: um filme sobre o cancro e a velhice

 

Nunca é Tarde Demais ou Antes de Partir são os títulos de Portugal e Brasil, respetivamente, para o filme The Bucket List. Lançado de 2007, a obra transpõe para o grande ecrã a história de dois homens com cancro do pulmão em fase terminal. Juntos, decidem começar uma viagem pela estrada com o objetivo de cumprir todos os desejos de uma lista ( a bucket list), antes que ambos ‘kick the bucket’ (expressão idiomática que significa morrer).

O filme foi realizado por Rob Reiner e conta com a participação de dois nomes de peso no mundo da representação: Jack Nicholson faz o papel de um milionário, quatro vezes divorciado, chamado Edward Cole; Morgan Freeman é Carter Chambers, um mecânico que nunca atingiu o seu verdadeiro potencial. Quando se encontram na enfermaria, as duas personagens acabam por travar amizade.

the bucket listDe notar que o The Bucket List contribuiu bastante para a popularização do Kopi Luwak, sendo bem reconhecido por isso. Quem viu o filme, seguramente recorda a cena em que Edward Cole explica qual a história do café, tido como o melhor e mais caro de todo o mundo. Para quem não sabe, esta iguaria é original da Indonésia e das Filipinas, sendo que os grãos são extraídos das fezes da civeta. Durante o processo digestivo, a polpa do café é absorvida, mas os grãos mantêm-se intactos.

Café à parte, o filme mostra o lado de uma amizade. A doença serve como pretexto para explorar uma história maior e levanta a reflexão sobre questões do dia-a-dia. Entre as muitas peripécias, destacam-se, por exemplo, a condução de um ShelbyMustang, fazer ski, sobrevoar o polo norte, jantar em Paris ou fazer uma corrida de mota na Grande Muralha da China.

A par das viagens e dos desejos da bucket list, acompanhamos também as famílias de cada um dos personagens principais. Carpe diem ( a expressão do latim que significa ‘vive o momento’) é o conceito que serve de inspiração ao filme que fala de envelhecimento, da morte, mas sobretudo da vida. Ora, vejamos o trailer.

 

O que os críticos acharam de The Bucket List?

Embora a história seja para muitos uma excelente metáfora da vida, as críticas em relação ao filme não foram as melhores. No website MetaCritic, o filme conseguiu uma pontuação de 42 em 100. Dizem os entendidos que ‘nem as prestações dos dois protagonistas foram suficientes para safar o guião gordurento’. Querem com isto dizer que The Bucket List exagerava nas emoções, tornando-as quase banais.

Por sua vez, o jornalista e crítico, Roger Ebert, que aliás sofreu de cancro da tiróide disse que a obra cinematográfica está longe de ser realista. Em vez de mostrar o dia-a-dia de alguém que sofre da doença, The Bucket List mostra uma versão romantizada da doença. Nas palavras do próprio, ‘The Bucket List pensa que morrer de cancro é uma revolta que dá para rir, seguida de uma epifania barata’.

Polémicas à parte, o filme conseguiu conquistar um lugar entre o Top 10 de Filmes do Ano da National Board Review. O motivo está no lado inspirador, que sendo ou não realista, nos deixa a pensar sobre questões que a todos dizem respeito.

 

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