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Reflexões sobre a 24.ª edição do Curtas Vila do Conde

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Reflexões sobre a 24.ª edição do Curtas Vila do Conde

by Marta Reis

O Curtas Vila do Conde tem lugar, anualmente, em julho, na cidade de Vila do Conde, desde 1992. É um festival de referência internacional com foco no cinema de curta metragem. Tenho tido a oportunidade de acompanhar o festival e é sempre com muito prazer que me desloco a Vila do Conde pois este é um festival pleno de atividades para os cinéfilos e muito acolhedor.

Para além das exibições dos filmes em competição, mostras, filmes-concerto, exposições, festas, mercado da curta-metragem e atividades paralelas, Vila do Conde brinda-nos com um cenário único e uma gastronomia excecional, que certamente propicia o convívio entre todos os presentes.

24º Curtas Vila do Conde: o melhor desta edição

No 24º Curtas Vila do Conde tive a oportunidade de ver novidades mas também rever alguns filmes, entre os quais o filme vencedor da competição Take One! a curta metragem de animação PRONTO, ERA ASSIM de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, produzido pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Portugal (2015). O Take One! é dedicado à mais nova geração do cinema português. Mais do que um espaço de exibição o Take One! é um importante lugar de troca de ideias e contactos entre jovens estudantes de cinema e profissionais da área.

PRONTO, ERA ASSIM é um filme de animação com duração de 13 minutos, a meu ver muito especial. É um documentário animado, realizado em stop motion e complementado com animações 2D. A curta-metragem apresenta a história de vida de seis idosos, quatro senhoras e um casal, que dão voz aos objetos que protagonizam este documentário, partilhando as suas histórias de vida em momentos fragmentados que oscilam entre o passado, presente e futuro.

Marca também o 24º Curtas Vila do Conde a primeira exposição em Portugal de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata: Do Rio das Pérolas ao Ave, que estará patente até 25 de setembro de 2016, na Solar, Galeria de Arte Cinemática.

A relação dos dois autores com o Curtas teve início em 1998 e o convite para expor na Solar era inevitável. João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata aventuram-se, na exposição Do Rio das Pérolas ao Ave, na criação de instalações concebidas exclusivamente para o espaço da Solar.

Esta exposição propõe um percurso lúdico pelo universo dos dois cineastas, procurando estabelecer novos diálogos com os filmes e respectivos processos de produção, numa abordagem muito diferente da que acontece habitualmente na sala de cinema.

Até outubro 2016 as extensões do Curtas Vila do Conde vão levar alguns dos filmes premiados na 24ª edição do festival a 15 cidades portuguesas: Barcelos, Braga, Castelo Branco, Chaves, Coimbra, Leiria, Lisboa, Marvão, Matosinhos, Ponte de Lima, Porto, Santo Tirso, Sardoal, Vila Nova de Famalicão e Vila Real.

Para mais Curtas é só esperar, com calma, por julho de 2017. O 25º Curtas Vila do Conde vai com certeza ser uma edição muito especial!

   

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