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Sabe qual foi o 1.º filme a ser exibido em público?

Sabe qual foi o 1.º filme a ser exibido em público?

 

A Saída dos Operários da Fábrica Lumière em Lyon (1895) é a resposta ao título deste post. É impossível falar de cinema sem referir os irmãos Lumière, estes dois franceses que são considerados os pais do universo cinematográfico. Nascidos em França, na década de 1860, começaram a trabalhar desde muito cedo com o progenitor, que era proprietário de uma empresa de fotografia. À medida que iam estudando e compreendendo o processo por detrás das câmaras, os dois irmãos começaram a ficar interessados na imagem… em movimento.

O cinematógrafo – instrumento que revolucionou o cinema e cuja criação é atribuída frequentemente aos irmãos Lumière – não foi, na verdade, criado pela dupla francesa. O conceito já tinha sido desenvolvido por León Bouley em 1892, quando construiu uma máquina capaz de capturar e reproduzir imagem em movimento. Porém, quando perdeu a patente por não ter fundos para a manter, os irmãos Lumière avançaram e compraram-na sem hesitar, apresentando em 1895 o seu próprio dispositivo.

Inicialmente, o cinematógrafo era visto como um instrumento científico sem futuro comercial. Os irmãos Lumière começaram por apresentar o aparelho em cafés, cobrando bilhetes para mostrar coletâneas de pequenos filmes. Mas o primeiro filme que terá sido exibido foi La Sortie de l’usine Lumière à Lyon ou, em português, A Saída dos Operários da Fábrica Lumière em Lyon.

Um filme com 42 segundos, mas com 3 versões

É tudo tão simples que pode ser resumido neste parágrafo: uma câmara apontada às portas da fábrica Lumière, situada nos arredores de Lyon. As portas abrem, os operários – principalmente mulheres – saem para a rua, como se tivessem acabado um dia de trabalho. As portas voltam a fechar. O filme acaba. Ora veja.

Com apenas 42 segundos e consistindo numa única cena, o filme mostra exatamente aquilo que diz o título, ou seja, um grupo de operários a sair de uma fábrica: quem compraria um bilhete para ver este filme, em pleno século XXI? A resposta não é difícil de adivinhar.

 

Mas no final do século XIX, a ideia de ver imagens projetadas, capazes de mexer, era absolutamente incrível. Parecia magia. Ainda por cima as imagens movimentavam-se por mais de 40 segundos! Muitos cafés em Paris encheram para ver esta cena e, mais tarde, o mesmo aconteceu em Londres, Bombaim e Nova Iorque, quando os irmãos Lumière viajaram para mostrar o incrível cinematógrafo.

No total existem 3 versões deste filme, demarcadas por algumas diferenças muito subtis, como mudanças de vestuário conforme as diferentes alturas do ano. No entanto, persiste uma diferença que permite distingui-los facilmente. Existe a versão com ‘um cavalo’, referente a uma carruagem que passa e é puxada por um cavalo e que é a original; a versão com ‘dois cavalos’, onde a carruagem é puxada por dois cavalos; e a versão ‘sem cavalos’, onde não há sequer uma carruagem!

Aqui pode ver as 3 versões por ordem de realização.

 

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