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5 filmes de amor que não terminam com um final feliz

5 filmes de amor que não terminam com um final feliz

 

Nem sempre os casais que conhecemos das grandes histórias de amor do cinema vivem felizes para sempre. Mesmo que muitos realizadores nos tenham habituado a acreditar no amor, e que não há um final que não triunfe com o verdadeiro poder do romance, a verdade é que as coisas não são tão lineares na vida real.

Aliás, quantos de nós não ficam um pouco crédulos perante finais extremamente felizes, que dão como garantido que nada irá mudar numa relação amorosa, mesmo depois do filme terminar?

O fim de uma relação é algo real, brutal e não muito feliz. Às vezes, o casal nos filmes, tal como se sucede na vida real, não vive feliz para sempre. Às vezes, as lições são aprendidas e as personagens seguem caminhos separados.

Procurando acrescentar algum realismo ao amor, de forma crua e talvez até um pouco brutal, alguns realizadores têm optado por dissolver a felicidade dos protagonistas. Por essa mesma razão, neste post poderá encontrar filmes de amor, sim, o que não garantimos é que terminem com o final feliz que tanto gostaria de ver. Advertimos desde já que os próximos parágrafos contam com alguns spoilers sobre os filmes em questão.

5 filmes de amor que não terminam com um final feliz

1 – Annie Hall

Annie Hall é um clássico entre as comédias românticas. A obra-prima de Woody Allen é ousada em muitos aspectos, com uma estrutura não-linear de narrativa. O enredo foca-se na relação entre Alvy Singer, retratado por Woody Allen, e Annie Hall, vivida por Diane Keaton. O namoro, que inclui uma cena icónica do casal a cozinhar lagostas ao vivo juntos, é maravilhosamente encantador. No entanto, a relação começa a correr mal rapidamente. Numa tentativa de recuperar Annie Hall, Alvy Singer viaja de Nova York a Los Angeles, apenas para descobrir que a sua ex-namorada está feliz numa nova relação. Mais tarde, os dois almoçam como amigos, superando a relação.

2 – Roman Holiday

Roman Holiday foi o filme que fez de Audrey Hepburn uma estrela, valendo-lhe um Óscar pelo incrível retrato como princesa Ann. Neste filme, a personagem de Hepburn está de visita a Roma para lidar com uma série de compromissos com a imprensa. No entanto, quando sofre um colapso devido à ansiedade, a princesa foge e perde-se em Roma. Mais tarde, Gregory Peck encontra-a na rua e a leva-a de volta ao seu pequeno apartamento. No entanto, jornalista como é, sabe perfeitamente quem é a princesa e pensa ter entre as suas mãos o furo noticioso da sua vida. Quando o casal de apaixona, tendo como cenário de fundo a capital italiana, todos pensam que um final feliz está em vista: mas no fim a princesa regressa aos seus deveres, despedindo-se do jornalista com um beijo.

3 – My Best Friend’s Wedding

 

Neste filme a personagem de Julia Roberts, Julianne Potter, percebe que está apaixonada pelo seu melhor amigo quando é convidada para o seu casamento. Disposta a lutar pelo homem que ama, decide assistir ao casamento para que o possa arruinar. Faz sentido, certo? Todavia, apesar de algumas cenas hilariantes ao longo do filme, o plano não resulta. Julia Roberts não consegue pôr um travão ao noivado e, no grande dia do casamento, vê o homem que ama trocar alianças com outra mulher. O filme termina com um toque amargo, deixando Julianne nos braços do seu melhor amigo gay, dançando para superar aquilo que perdeu.

4 – 500 Days of Summer

O filme 500 Days of Summer começa logo por nos avisar no início: esta é a história de um rapaz e de uma rapariga, mas não é uma história de amor. Ao longo do filme percebemos porque razão o filme tem o nome que tem: tudo começa quando Tom conhece Summer e se inicia assim uma estação da sua vida que se prolonga por 500 dias. De forma interessante e criativa, assistimos à forma como o casal se apaixona e envolve e como, gradualmente, começa a sofrer problemas na sua relação. De cenas que nos fazem rir e acreditar no amor, passamos para momentos depressivos onde Tom parte pratos para controlar o que está a sentir. No entanto, após a relação vem a superação e esse processo faz ainda parte destes 500 dias de verão, como podemos ver no final quando, mesmo em jeito de ironia, Tom acaba por conhecer uma rapariga chamada Autumn (Outono).

5 – The Break Up

Esta é mais uma comédia romântica que se concentra num casal que terminou uma relação. Na primeira parte do filme, as personagens de Jennifer AnistonVince Vaughn envolvem-se em constantes discussões por coisas simples do dia-a-dia, como lavar a louça ou fazer compras. Quando tomam a decisão de se separarem, nenhum deles aceita deixar o apartamento incrível onde vivem e, por isso, continuam a viver lá. Numa dança turbulenta de sentimentos e emoções, o filme leva-nos a crer que o casal ainda tem salvação, mas eventualmente a decisão final chega e os ex-namorados, decididos a pôr de vez um fim ao romance, vendem a casa. A cena final do filme, quando os dois começam a andar para lados opostos da rua enquanto passam os créditos, são sem dúvida um murro no estômago para quem esperava um final feliz.

BÓNUS: La La Land

Não podíamos deixar de fora o filme La La Land, especialmente tendo em conta o sucesso de bilheteiras no início de 2017. O filme que venceu 6 Óscares e 7 Globos de Ouro não nos apresenta uma história de amor evidente. Ainda que à primeira vista acreditemos que o filme não pode terminar com um final infeliz – todas as cores, a música e vida que o filme transpira parecem indicar isso mesmo – a verdade é que a história de Mia e Sebastian tem os seus percalços. Numa ode aos sonhos e à ambição, o filme faz connosco um jogo de emoções extraordinário, mostrando que nem sempre podemos ter tudo o que queremos. As decisões que tomamos, e o peso que lhe damos, é um fator que acaba também por ser considerado no filme.

 

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