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5 filmes de terror investigados por serem tão reais

5 filmes de terror investigados por serem tão reais

 

No blog Mundo de Cinema já falamos várias vezes de filmes de terror. Histórias absolutamente arrepiantes, salpicadas de sangue e com vilões sinistros capazes de invadir os nossos pesadelos. Os que têm coragem de ir ver estes filmes ao cinema, na escuridão de uma sala tão grande, são capazes de espernear na cadeira, de gritar e de esconder os olhos entre os dedos.

Porém, é tudo ficção. As cenas mais assustadoras do cinema são pura ficção, que combina a mente genial do realizador com a equipa de produção e efeitos especiais que, eficientemente, conseguem tornar bastante reais simples adereços.

Ainda assim, há certos filmes que às vezes passam limites do que é aceitável e, por serem tão arrepiantes, deixam-nos com uma pergunta na cabeça: como raio é que se foram lembrar de criar uma história assim? Quanto de realidade haverá de facto em toda aquela a ficção? Entre os espectadores a fazer estas deduções, existiram mesmo detetives que foram mais além e investigaram certos realizadores.

Neste post, falamos por isso de 5 filmes de terror absolutamente arrepiantes cujos realizadores foram alvo de investigações policiais. Conheçam aqui as histórias dos filmes e como é que os realizadores se safaram (ou não) deste problema.

5 filmes de terror que parecem demasiado reais

1. Uma Lagartixa num Corpo de Mulher

Quem é que ainda se lembra de Carlo Rambaldi, “o homem dos efeitos especiais” no filme E.T. – O Extraterrestre? O artista nem sempre esteve envolvido em projetos como o êxito de Spielberg que mostra a estranha amizade entre uma criança humano e um extraterrestre. Na verdade, em 1971, participou no filme Uma Lagartixa num Corpo de Mulher.

Para quem viu o filme e já não se lembra da história (ou quer ver e não conhece o enredo), esta é uma longa-metragem que segue Carol Hammond, interpretada por Florinda Bolkan, filha de um respeitado político. A jovem, no entanto, é perturbada por sonhos constantes com a sua vizinha Julia Durer (Anita Strindberg): num desses sonhos, Carol sonha que mata Julia.

Não muito depois, acontece o inevitável: Julia aparece morta no apartamento de Carol e esta, mesmo que não se lembre de ter cometido o crime, torna-se na principal suspeita. Mesmo sendo um filme repleto de sangue e momentos fortes, não há nenhuma cena mais forte que aquela em que Carol é levada para um sanatório. Aí, passa por quatro cães, com o peito aberto e os corações expostos ainda a bater.

Quem não gostou da cena por a achar muito forte foi o tribunal italiano, que arrastou o realizador Lucio Fulci para a bancada do réu e indagou sobre os efeitos de Rambaldi. E não, não eram cães reais: tratavam-se de bonecos de borracha e pele de coiote. Eventualmente, as acusações foram suspensas.

2. Holocausto Canibal

Mesmo não sendo este o primeiro filme a tentar “enganar” o público fingindo mostrar imagens reais, Holocausto Canibal, de 1980, é um dos mais famosos. A ideia da produção era a de “revelar” as filmagens feitas por uma equipa que tinha feito um documentário sobre tribos canibais na floresta amazona. Por isso, toda a filmagem é feita nesse estilo, usando inclusive indígenas da região como atores, o que levou muita gente a acreditar que as cenas de morte eram reais.

Com todos os rumores que giraram à volta do filme, Holocausto Canibal chegou a ser confiscado pelas autoridades durante dez dias depois da estreia. O realizador, Ruggero Deodato, foi acusado de homicídio. Isto obrigou a que a equipa de produção tivesse de aparecer em tribunal para provar que todas as imagens sangrentas de indígenas assassinados e mortos não passavam de efeitos especiais.

 

O mesmo filme contava ainda com imagens de animais a ser abatidos – entre as quais a de um macaco a ser decapitado com uma faca – e que levou o tribunal a condenar o realizador e equipa de produção por obscenidade e crueldade animal.

3. Guinea Pig 2: Flowers of Flesh and Blood

O filme Guinea Pig está repleto de cenas de tortura, mutilação e assassinatos que, às vezes, parecem tão convincentes que chegam a ser confundidos com eventos reais.

A obra ganhou notoriedade pela primeira vez no Japão, em 1989, quando a película foi descoberta na casa do serial killer Miyazaki Tsutomu. Porém, muitas pessoas ficaram a saber deste caso mais tarde, quando o polémico ator Charlie Sheen entrou em contacto com o FBI porque julgava que o filme mostrava um assassinato gravado.

Os polícias iniciaram uma investigação para encontrar e questionar o distribuidor do filme, Chas Balun, e só desistiram do caso quando tiveram aceso ao making of da produção, que explica os efeitos utilizados nas cenas.

4. Snuff

Os produtores realmente tentaram convencer o público de que o que estavam a ver era real no filme Snuff. Recorrendo a um orçamento muito baixo, a distribuidora de filmes de Allan Shackleton lançou uma obra inspirada em Charles Manson de uma maneira inusitada.

Para acrescentar ao filme veracidade, Shackleton removeu os créditos e acrescentou um novo fim: depois de assistir ao abate mal produzido, o público teria acesso ao que parecia ser o famoso “por detrás das câmaras”. Enquanto os membros da equipa começam a sair, alguns deles vão até uma mulher em cena e, sem motivo aparente, matam a jovem, puxando o seu intestino para fora. Como se isso já não fosse mau o suficiente, é possível ouvir outros dois elementos da equipa a falar ao fundo e a questionar se a cena sangrenta foi filmada. Só depois de ele confirmar é que o filme terminada.

O filme foi promovido com o seguinte slogan: “O filme que só poderia ter sido feito na América do Sul… onde a vida é barata”. Não tardou muito até que a polícia de Nova York recebesse denúncias e abrisse uma investigação. No entanto, conseguiram chegar à atriz que, supostamente, teria sido assassinada pela equipa de filmagem e perceberam que estava tudo bem.

5. New Terminal Hotel

Ninguém que tenha visto o filme New Terminal Hotel acreditou estar a ver cenas reais no ecrã – a história foi bem diferente. Algum tempo depois das gravações, os bombeiros foram chamados para apagar um incêndio no Hotel George Washington, em Washington, quando se depararam com um quarto completamente sujo de sangue e garrafas de álcool.

O chefe da polícia J.R. Blyth chamou a cena de “a mais macabra” que já havia presenciado em seus 35 anos de profissão. Depois de um dia inteiro de investigações é que os oficiais descobriram que se tratava de um cenário do filme.

 

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Comentários

  • 26 June, 2016

    Esse Holocausto Canibal mesmo eu vi um trecho de um vídeo que me enviaram eu pensei que fosse real a cena, vou procurar para assistir esse filme.

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