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O filme a cor que estava perdido e veio mudar a história do cinema

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O filme a cor que estava perdido e veio mudar a história do cinema

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Até setembro de 2012, aquele que era considerado  o primeiro filme a cores datava de 1908, altura em que foi patenteado o sistema Kinemacolor, capaz de produzir películas a cor. No entanto, uma pequena lata perdida nos arquivos do National Media Museum no Reino Unido mudou a história do cinema… outra vez!

Dentro desta lata descoberta em 2012 estava uma película assinada por um tal de Edward Raymond Turner. O filme mostra 3 crianças a brincarem com girassóis e aquilo que parece ser um aquário com peixes. Não é um filme longo, uma vez que conta com apenas 23 segundos! Ainda assim, o facto de ter cores e, claro está, de ter sido gravado entre 1901 e 1902, faz dele o primeiro filme a cor.

O primeiro filme a cor: todo o mistério resolvido

O método não é difícil de perceber e chegou mesmo a ser patenteado. Basicamente, o londrino fotografava frames a preto e branco através de filtros azuis, verdes e vermelhos, numa tentativa de capturar as cores reais. Ainda assim, a sua técnica (que era mais avançada do que aquela que surgiu alguns anos mais tarde) não foi desenvolvida durante muito mais tempo. Ao sofrer um ataque cardíaco em 1903, Edward Raymond Turner morreu e com ele todo o trabalho da sua curta vida.

Veja o filme, composto por apenas 23 segundos:

Antes do ano 1902, os filmes a cores que existiam não eram realmente a cores. Os fotogramas a preto e branco eram pintados para simular tonalidades. A cópia do filme de Edward Raymond Turner fazia parte da colecção do norte-americano Charles Urban, que por sua vez foi adquirida em 1937 pelo Museu de Ciências de Londres. Extraordinariamente, a película foi filmada em 38mm, um formato não compatível com as máquinas de 35mm. Por esta razão foi necessário criar de um aparelho especial para a leitura deste filme histórico.

 

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